Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Restos (Soneto)

Há uns 6 anos atrás, quando eu tinha 14 anos e estava no 1º ano do colegial, eu escrevi alguns sonetos em um caderno que tinha comprado apenas para poesias, mas esse caderno só acolheu uns 10 sonetos ou menos...
Na época eu só queria escrever sonetos. No começo eu escrevia no estilo arcadista, com versos decassílabos e rimas na regra; depois de um tempo, passei a escrever alguns sonetos mais contemporâneos, com mais abertura de expressão.
Encontrei este caderno alguns dias atrás e o reli. Escolhi então um de meus antigos poemas para postar, espero que gostem.


RESTOS

Quando tudo acabou e foste embora,
em mim ficou somente abismo e solidão...
Minh'alma em pedaços soltos pelo chão
sofreu cada minuto, cada dia e hora.

Meu peito, de saudade, até hoje chora!...
e ainda se deixa levar pela emoção;
parece uma criança a sonhar em vão
com coisas que não valem nada mais agora.

Tudo o que pensei pra nós está perdido;
os planos, emoções, ficaram sem sentido,
arrastados pelo turbilhão de desenganos...

Contudo uma chama permanece acesa,
e vão continuar brilhando, com certeza:
São os versos que fiz ao longo destes anos!

Grão de arte

Perdoem-me suas perdas de tempo, eu realmente achava que era poeta.

---

Nossa senhora, mãe de 'd'eus e de todos,
menos eu,
perdão suplico pela falta de brilho
nessa cara de pau com que aqui me apresento.

Minhas palavras tem sentido? Te pergunto
mil perdões, eu não te ouço...
me perdoe o excesso de politicagem
mas rezar sem crença realmente é sacanagem.

*

Ao Deus, dono de todos. A ele suplico
mostra-me o caminho certo das palavras
pois de insatisfação já me encho nessa tarde.

Mostra logo, antes que saia a alvorada!
Já não tenho voz, não aguento mais o grito.
Mostra-me as palavras, mostra-me um pouco de tua arte.

---

Perdoem-me novamente. Espero paciente a resposta. E eu achava que era poeta!

Bobinho, eu...

Até o limite

Eles tentam me parar! Por quê?
Eu não esbarro em ninguém, ora!
Corro em busca de um futuro, apenas.

Acredito que está lá,
reservado desde o primeiro piscar.

Desde a primeira imagem pela retina captada.
Desde a primeira moção pelo braço articulada.
Desde a primeira visão, já estava lá.

E eles ainda tentam me parar.
Povo sem visão, sem rumo, ora!

Posso tentar ajudar...
talvez...
só pra quem quiser ir...
só pra quem também buscar...
pra quem não me atrapalhar...
para quem me der a mão...

Vamos então!
Vamos até o fim, se ele existir.

Vamos então!
Vamos até o limite, enquanto houver.

Prometo...
Prometo que paro quando não houver mais limites.

........................................: OnDe mE aChA! :........................................

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