Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Siga - Hope.











Meu pulmão anda sentindo o gosto da morte
e ainda, com toda a falta de sorte
a morte insiste em me dizer não.

Entro em cavernas, subo em muralhas, me enfio em bosques
só pra esconder a dor e a marca dos cortes
que vão bem fundo nas cinzas do coração.

E ainda sangro.

Por que eu mantive aquela faca em meu criado-mudo?
talvez, pra um dia usá-la e me isolar do mundo
contudo o peito insiste em sangrar vivo em vaidade.

Letreiros e cartazes julgando os meus cigarros!
talvez ingratos, mas são meus companheiros natos.
Só quero mergulhar num poço de verdade.

A morte me nega.
O cigarro me quer.
A poesia morre.

A carteira acaba.

1 Comentários:

camilaferrer disse...

Amor, as palavras foram muito bem colocadas! , embora, tenho sido num momento não muito alegre, mas foi muito bem pensado e escrito.
Parabéns minha vida!!! você sempre me surpreendendo ! :D

Te amo.

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