Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Os berros do coração de mulher

Atirei-te, espelho dele, pela brecha da janela!
Quebra-te no chão em pedaços, teus cacos e tua tela
que não vejo mais daqui; o carro já te atropelou
enfim, não quero que voltes a refletir o meu amor.

Atirei-vos, roupas dele, pela brecha da janela
pois por mim nú ele iria para a casa da amante
já aguardo um outro carro que virá a atropelar-vos
e levarei o que deixou, até os últimos centavos.

Esperarei despedaçada a chegada do canalha
que, enquanto choramingo, deita com sua meretriz
Há de ser o mal jogado em suas veias dilatadas!
Pois aos prantos, berro meu, de tristeza me desfiz.

E prometo, berro meu, se um dia ele voltar
negarei-o até a morte, pois não vale tal apreço
mas talvez, se ele chorar e ajoelhado suplicar
quem sabe, talvez, sei lá, um dia... eu amoleço?

Aquele horizonte


Pra fugir de tudo, pra fugir do mundo, pra fugir da angústia dos desejos e anseios não realizados... Quando não dá mais... Eu olho pro horizonte.

O horizonte é um lugar (pode-se dizer assim) interessante...

Ele é calado, é suspirante, é frio e quente, é longe, é ideal.
Olho sempre pra lá, viajo e lá eu fico. Até passar.

...

É pra sentir a brisa molhada, é pra cheirar a essência do mar de longe, é pra ouvir o canto da sereia, é pra imaginar.

...

Eu penso nele e eu penso, nele.

É ele quem me permite descansar.


...
Quem nunca foi ao seu horizonte?

........................................: OnDe mE aChA! :........................................

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