Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

A reta. O som.

A reta. O som.
A seta. O dom.
A meta. O bom.
A idéia. O tom.

Entoando meus caminhos, descobri que sou desajeitado,
despadronizado, variado.

Cheguei então à conclusão que a minha desorientação
me traz uma certa e audaciosa perfeição;

considerando que o meu não e minha capacidade de negar o caminho
desfaz toda a minha reta.
Mas na curva estou sozinho! e daí?
Minha linha, atrevo-me a dizer, é constantemente indireta.

O que constrói a nossa reta, então, destrói o nosso som.
mas pra mim não é nada mal; pois no fim, afinal,
pra que andar em linha reta?

Se o torto nos distorce,
se a curva torce-nos em contorno,
se o povo torce para o meu esforço
se entortar em som.

E o som não é nada reto! Pois é feito em contradição,
é composto de uma disposição aleatória de personalidades, idéias e amores.

No fim,
O nosso som vive uma fuga da padronização
pois a beleza da canção está na nossa única e peculiar inovação.

3 Comentários:

Rayana Moura disse...

O jogo de palavras é sensacional!
Gostei muito de como você desenvolveu o poema...e de como o eu lírico foi se descobrindo.
Liindo =D

maryna disse...

[2] em Rayana
"Minha linha, atrevo-me a dizer, é constantemente indireta." poxa muito bom isso.

pra que andar em linha reta?

Se o torto nos distorce,
se a curva torce-nos em contorno,
se o povo torce para o meu esforço
se entortar em som.
pois é, pra que andar em linha reta?

camila disse...

Tbm gostei desse jogo de palavras
Muito bom... mesmo!

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