Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

O Vento e a Aurora Prateada









Quando um tiro veio rasgando o céu
Levantei meu chapéu e olhei a aurora prateada
que de tanto almejada fez o mundo inteiro observar
e esperar até o luar. Até o luar.

Até o luar... até que chega.
Pelejava o vento com um choro de atenção
mas de um jargão que se formou do silencio de suas bocas
à aurora o povo gritou e gritou: "Curvo-me, vossa realeza".

Desprovido de destreza,
corre o vento em contramão.
Eu, sentado e mais que atento
observo-o, com peculiar atenção.

A aurora tão querida, paralisou o povo todo,
roubou os olhos de todos, seu espaço fixou.
O vento triste então, voa desatento...
até que falo em alto e bom tom: "Eu te observo, vento."

E o vento se calou. Se satisfez. Voou em paz.


Talvez cada ser não precise de "várias" atenções... Mas cada ser precisa ao menos de UM alguém olhando para ele.

1 Comentários:

maryna disse...

Acabou perfeitamente: "Talvez cada ser não precise de "várias" atenções... Mas cada ser precisa ao menos de UM alguém olhando para ele."
Gostei ;)

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