Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Os berros do coração de mulher

Atirei-te, espelho dele, pela brecha da janela!
Quebra-te no chão em pedaços, teus cacos e tua tela
que não vejo mais daqui; o carro já te atropelou
enfim, não quero que voltes a refletir o meu amor.

Atirei-vos, roupas dele, pela brecha da janela
pois por mim nú ele iria para a casa da amante
já aguardo um outro carro que virá a atropelar-vos
e levarei o que deixou, até os últimos centavos.

Esperarei despedaçada a chegada do canalha
que, enquanto choramingo, deita com sua meretriz
Há de ser o mal jogado em suas veias dilatadas!
Pois aos prantos, berro meu, de tristeza me desfiz.

E prometo, berro meu, se um dia ele voltar
negarei-o até a morte, pois não vale tal apreço
mas talvez, se ele chorar e ajoelhado suplicar
quem sabe, talvez, sei lá, um dia... eu amoleço?

6 Comentários:

Luiz Veloso disse...

esse texto grita um verdade:
não há nada mais destrutivo do que uma mulher rejeitada!

Ediane disse...

Retratou a pura verdade do coração frouxo das mulheres e da sem-vergonhisse dos homens! rsrsrsr... adorei o eu lírico, poeta é poeta!

Anônimo disse...

Transparece apenas a mais pura verdade:

a mulher, o ser ingênuo, o homem, um aproveitador, se é que se tratando desse texto, me convém falar assim...

Como já havia lhe dito: Magnífico!!!

Anônimo disse...

Um texto bastante verdadeiro.
Muitas mulheres passam por isso...

Anônimo disse...

Já vi bastante casos assim...
Realidade na poesia... gostei do texto.

camilaferrer disse...

Amor, eu gostei muito do texto, espero que neste ano, você escreva poesias mais e mais... você é bom na arte que faz.

Te amo.

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