Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Milésimos eternos

E eu quase num percebia?! Já era alvorada, o sol já visitava minha janela e minhas pálpebras
E sem nem perceber meu sonho foi pausando, pausando, clareando... acabando.
Aos poucos a luz que me invadia os olhos foi me despertando, o calor foi aos poucos me tomando, um calafrio...

Às vezes a madrugada termina no silêncio, às vezes no vento, às vezes muito rápido...
Pra alguns nem termina! Pra mim, até agora...

Meus membros vão sentindo o relaxamento dos músculos que aos poucos toma meu corpo por inteiro, ao tentar os primeiros movimentos...
Me espreguiço devagar, pressionando meus olhos a fecharem mais forte... E assim acordo o corpo, preparado para um novo dia.

Abro os olhos em milésimos eternos, e enxergo o teto do meu quarto, branco, padrão, clichê.

Uma pressão levemente acalorada e aconchegante toma meu braço esquerdo, permanecendo-me parcialmente imóvel...
Uma bela lembrança então me toma a visão e os pensamentos, e daí -e só daí- olho pro lado...

Minha visão trêmula recentemente desperta corre as paredes e móveis do meu quarto com uma ansiedade tamanha de me fazer parar de respirar,
E só então a enxergo. Linda... sorrindo e dormindo como uma princesa.


(continua)

2 Comentários:

Rodrigo Fenty disse...

E eu vou esperar essa continuação... Um poeta nunca abandona as letras, que bom que vc está de volta.
Muito bom o texto!!
Abraço!

walderio disse...

Gostei bastante do texto; me deixou na espectativa até o final e me surpreendeu.
Fico feliz em saber q esse não é mais um blog-diario!
Abraço brother e continua mesmo!

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