Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Foge comigo













Foge desse tempo!


Onde a alegria é sonolenta,
Onde o calor queima,
Onde o frio é uma geleira imensa,
Onde as curvas são vastas circunferências.

Foge desse lugar!

Onde a beleza é repugnante,
Onde a maré é estrondante,
Onde a conduta é decepcionante,
Onde o medo é desgastante.

Foge dessa vida!

Onde a luz do sol não entra,
onde a paz é uma tormenta,
onde a lua é bem pequena,
onde o amor é dor intensa.

Foge comigo...

Foge de tudo que impeça nossa estrela de brilhar,
Foge da terra que deseje o nosso destino enterrar,
Porque a nossa vida é um espetáculo a apreciar!

Foge das almas que invejam nosso toque, nosso olhar,
Foge de tudo que impeça a gente de se amar,
Porque a essência de nosso amor eu hei de eternizar!



PS.: Um dos poucos textos românticos que posto. Há muito tempo não postava textos assim, acredito eu. Enfim, espero que gostem. ^^

Palavras de Pai


Estive vasculhando meus baús, pra ver se encontrava minha paz.
Encontrei um velho pergaminho, escrito com letras garrafais...
parecia bem antigo, talvez do meu tataravô, sei lá...
mas uma coisa ficou certa: Suas palavras estive a guardar.

"Filho, todo esse tempo eu vi você crescendo...
as vezes eu até esquecia que eu estava envelhecendo!
Vi você cair, se machucar, chorar, sorrir, gritar,
até perdi o momento em que a minha dor passou a silenciar.

Meus gritos, meus erros, meus choros... vieram a calhar
tiveram seu sentido, meu jeito de me expressar.
Meus passos meio tortos, meus lamentos mais sentidos
me foram necessários pra criar quem agora tenho visto.

Orgulho de quem és, e de quem sempre serás,
ficaram em mim as marcas dos teus risos, teus sinais,
o amor que em ti plantei não morrerá nunca mais.

Feliz agora eu sei que na vida saberás
o caminho certo a andar... a alegria que me dá
em ter a certeza de que criei um grande homem.

Um dia tu verás o tanto que eu fiz
e entenderás que tudo foi pra te ver mais que feliz,
e o legado da felicidade se espalhará em nosso sobrenome."

No fim eu chorei. Suas palavras estive a guardar.


PS.: Apesar de esse texto ser apenas uma história, eu literalmente "chorei" ao escrevê-lo não sei o porquê... Talvez a vontade de ser pai, talvez a vontade de ser um bom filho, sei não... Chorei mesmo ao escrever.
Espero que eu tenha conseguido passar esse sentimento pra vocês.

Eu e a saudade


Saudade falou comigo hoje...
chegou ao meu ouvido e sussurrou teu nome.

Meus olhos responderam com uma doce e leve lágrima,
é a forma que ele tem de aparecer.

Meus braços reagiram de uma forma inesperada,
aonde estavam, ficaram. Parados.

Meu pulmão soltou suspiros longos e gelados
pra avisar ao coração que ele sente tua falta.

Meu coração... entrou em coma e quase que não tinha alta!
De acelerado que ficou, quase parou de vez.

Meus pensamentos admitiram: Você faz as minhas leis.
Quem sou eu pra questionar qualquer coisa em você?

Saudade até se assustou quando viu meu parecer.
no hospital imaginário,
ví várias vezes o sol nascer...
mas saudade, grande companheira, não saía do meu lado.

Saudade, preocupada, começou a me dizer:
- Esquece tua dor! Teu anjo há de reaparecer!

A reta. O som.

A reta. O som.
A seta. O dom.
A meta. O bom.
A idéia. O tom.

Entoando meus caminhos, descobri que sou desajeitado,
despadronizado, variado.

Cheguei então à conclusão que a minha desorientação
me traz uma certa e audaciosa perfeição;

considerando que o meu não e minha capacidade de negar o caminho
desfaz toda a minha reta.
Mas na curva estou sozinho! e daí?
Minha linha, atrevo-me a dizer, é constantemente indireta.

O que constrói a nossa reta, então, destrói o nosso som.
mas pra mim não é nada mal; pois no fim, afinal,
pra que andar em linha reta?

Se o torto nos distorce,
se a curva torce-nos em contorno,
se o povo torce para o meu esforço
se entortar em som.

E o som não é nada reto! Pois é feito em contradição,
é composto de uma disposição aleatória de personalidades, idéias e amores.

No fim,
O nosso som vive uma fuga da padronização
pois a beleza da canção está na nossa única e peculiar inovação.

Felizmente

Essa é uma outra história, e a construção segue crescendo,
cada centímetro de glória é um talento
a mais.

No meu presente as conquistas me fazem vencer os medos de mim,
do eu de antigamente que enfim eu dei um fim
memorável.

E tudo vai mudar, como sempre mudou!
Ganharei experiencia, serei meu inimigo vencedor...
Lutarei pra sempre com o medo de ser o que não sou,
felizmente.

Viverei até o mundo me deixar criar as asas
pra assistir do alto o claro do caminho que me aguarda,
e cantar minha coragem de fazer minha caminhada,
e agora sou.

E agora sou.

E eu vou viver até o meu passado se tornar uma música de rock nostálgico
sobre como eu fui e como eu sou, com um fim tragicamente mágico.

Harmonia entre os textos

O artista olha no espelho, e só vê sua face de saudade
Deixa tudo inacabado, intercalando, ocupado...
Desbotando máscaras maquiadas em sua face,
vive relembrando os milésimos eternos em branco
e Tudo se espalha no branco.

Um fio d'água escorre no corpo,
quebrando destinos e correntes de Libertação
e As verdades que ninguém consegue dizer
começam a perder sentido. mas...
Quem disse que tudo tem que fazer sentido?

Lá de cima então uma voz ao seu coração falou:
Escreve um samba pro teu amor!
porque é de inspiração que se canta nossa tríade.
Deixa a cadência da Harmonia entre os tempos
te ajudar a encontrar Aquele horizonte almejado.

E ele cantou, ele encantou...

E ela sorriu... com seus gestos delicados
Silenciou os berros do coração de mulher.

A ossanha soou no horizonte...
em meio ao vento e à aurora prateada...

E a criatividade fez morada.


Eu, o roteirista, com toda minha prosa afiada, ditas e desditas,
construo as minhas, se não as Nossas épocas mais queridas!!!



PS.: Para quem não acompanha minhas escrituras desde o começo, esse texto é um pout-pourri dos títulos da maioria dos meus textos aqui do blog. A junção de toda minha criatividade ao longo dos anos. ^^

Os links em cada trecho encaminha você para o texto referente...
Ex.: Se clicares em "O artista" logo no começo, serás encaminhado para o texto "O artista" ;)
E assim por diante.

Nossas épocas mais queridas

Atira a pedra, destrói, a janela quebra...
Faz o vento percorrer o rosto dela
Deixa o tempo a ensinar a ser matura
Muda o mundo, faz o mundo à cara tua.

Deixa a brecha aberta pra espiar o tempo
e acompanha a coisa toda na cautela
vai andando e dribla as noites sonolento
pra no fim acompanhá-la da janela.

Vale a pena o sacrifício referido
pois beleza ela emana a tarde inteira
faz aquela que te chama de querido
aprender a fazer só da tua maneira.

Curte a vida e aprende toda essa essência
pra poder contar aos netos, com fadiga
que a vida é o retrato da inocência
construindo nossas épocas mais queridas.

O silenciador de grilos

Num cenário pavoroso, bagunçado
tudo vira alvoroço, ouriçado
entre sons e cantos tortos, emaranhado
se compõe os vários cômodos desfigurados.

Perturbado, o senhor
cata lento no silêncio
os cantos tortos soltos ao vento
pra depois fazer cessar.

Ele anda pela casa,
ele bate nas mobílias...
ele refaz as tentativas...
faz silêncio para encontrar o seu silêncio.

Com os sustos das batidas
o ambiente é abalado
e os grilos se acalmam...
O senhor encontra sua paz.

E jaz.

Jaz por segundos os cantos tortos...
Jaz por minutos os cantos tortos...
Até o medo dos grilos cessar.


PS: Como prometido.


Tudo é metáfora. by Otavio Alcantara.

O Vento e a Aurora Prateada









Quando um tiro veio rasgando o céu
Levantei meu chapéu e olhei a aurora prateada
que de tanto almejada fez o mundo inteiro observar
e esperar até o luar. Até o luar.

Até o luar... até que chega.
Pelejava o vento com um choro de atenção
mas de um jargão que se formou do silencio de suas bocas
à aurora o povo gritou e gritou: "Curvo-me, vossa realeza".

Desprovido de destreza,
corre o vento em contramão.
Eu, sentado e mais que atento
observo-o, com peculiar atenção.

A aurora tão querida, paralisou o povo todo,
roubou os olhos de todos, seu espaço fixou.
O vento triste então, voa desatento...
até que falo em alto e bom tom: "Eu te observo, vento."

E o vento se calou. Se satisfez. Voou em paz.


Talvez cada ser não precise de "várias" atenções... Mas cada ser precisa ao menos de UM alguém olhando para ele.

Vai entender!!!

E então minha mente explode!!!

Pensei que eu ia falecer!
ali, em plena corte
sem defesa ou acusação
me deram um estranho parecer.

E pareceu que foi um sonho!
Porque depois me vi nadando
tentando ir até o meio do mar
incrívelmente, sem cansar!

Aí depois que eu conto a história
o povo perde o entendimento!
Pois minha mente já explodiu, lá no começo
deixando-me aqui, nesse momento
jogando palavras aleatórias, ao vento.

Regendo sonhos sem sentido,
desordenando meus leitores-neurônio...
E o que se diz de meu refrão?
Ficou no desconhecido, pseudônimo.


Vai entender minha mente criativa!
De onde vem minha inspiração?
Mas uma coisa eu digo, e há tempos já dizia:
Agradeço a Deus pela poesia!

Cadência

Costumo dizer que minhas razões se quebram em teu olhar,
minha máscara sentimental em teu sorriso,
meu grito de saudade em teu abraço
e minha força em teu beijo.

"Sempre estarei certo quanto a isso."

A rosa do rei



Havia um rei muito rico e apreciado por todos da província.
Seu palácio era conhecido como
"o palácio das rosas"
por possuir o mais belo jardim do lugar.

Em seu reinado, havia uma linda serva, seu nome era Camila. Era uma das que cuidava do jardim.

Um dia conversávamos o rei e eu, seu mais fiel servo, quando o rei apontou para Camila e falou:
- Aquela senhorita merece a mais bela rosa do meu jardim.

Eu, humilde e educadamente, respondi ao meu rei:
- Meu rei, devo discordar do Senhor. Camila não merece a mais bela rosa do jardim...
Camila merece o mais fértil solo, o mais brilhante dos raios do sol, a mais pura água e o mais delicado cuidado; Ela É a mais bela rosa do Jardim.

Os berros do coração de mulher

Atirei-te, espelho dele, pela brecha da janela!
Quebra-te no chão em pedaços, teus cacos e tua tela
que não vejo mais daqui; o carro já te atropelou
enfim, não quero que voltes a refletir o meu amor.

Atirei-vos, roupas dele, pela brecha da janela
pois por mim nú ele iria para a casa da amante
já aguardo um outro carro que virá a atropelar-vos
e levarei o que deixou, até os últimos centavos.

Esperarei despedaçada a chegada do canalha
que, enquanto choramingo, deita com sua meretriz
Há de ser o mal jogado em suas veias dilatadas!
Pois aos prantos, berro meu, de tristeza me desfiz.

E prometo, berro meu, se um dia ele voltar
negarei-o até a morte, pois não vale tal apreço
mas talvez, se ele chorar e ajoelhado suplicar
quem sabe, talvez, sei lá, um dia... eu amoleço?

Aquele horizonte


Pra fugir de tudo, pra fugir do mundo, pra fugir da angústia dos desejos e anseios não realizados... Quando não dá mais... Eu olho pro horizonte.

O horizonte é um lugar (pode-se dizer assim) interessante...

Ele é calado, é suspirante, é frio e quente, é longe, é ideal.
Olho sempre pra lá, viajo e lá eu fico. Até passar.

...

É pra sentir a brisa molhada, é pra cheirar a essência do mar de longe, é pra ouvir o canto da sereia, é pra imaginar.

...

Eu penso nele e eu penso, nele.

É ele quem me permite descansar.


...
Quem nunca foi ao seu horizonte?

Cega


Chorei.
Ouvi.
Chorei.


Qual o objetivo daquilo tudo? Responda-me Universo.
Aqueles olhos azuis, levemente fechados, sobrancelhas levemente levantadas... e nada.

Avistei.

Era ela. Sentada. Não via nada. Seguia cega e seu cão uivava.

Viva!
O sorriso aquele parque iluminava. Sem ver nada.

Ela falava,
O cão obedecia de forma tal que fazia mais do que ela esperava.

Seus olhos brilhavam, e ela nada via. Brilho cego e desconhecido.
Lindo brilho.
Linda.
Era ela. Bela.

Ela sentia. Ela sentia sua cegueira. Ela sentia a diferença.
Cegueira mesmo de nascença.

Seu sorriso iluminava. Seus olhos levemente fechados não focavam.
Mas chorava.
Chorava por não ver.
Não via.
Não via seu choro.
Não vendo, chorava.

Chorei.
Ouvi de longe as lágrimas rompendo o ar e colidindo ao chão.
Chorei.



......................................... Poesia Abstrata. by Otavio Alcantara.

Ocupado


Sempre há uma expressão que te define, mesmo que mude
a expressão, mesmo que mude
você,
incorporas os conceitos todos em um corpo de mulher.

Fatorados, teus sentimentos pouco se enxergam entre si,
perdem-se no universo paralelo de tuas curvas
acomodando-se em vértices imaginários, falhos.

Ora, as decisões tomam conta da tua ciência e discutem:
Quem atuará agora? Quem fará os movimentos?

Tudo se encontra no teu ocupado corpo, menos você.

Termina, por fim, essa miscelânea de sentimentos e decisões
que fazem de você você.

Onde foi parar o conteúdo?'


Jaz.
Sete palmos abaixo do chão,
ou
sete palmos acima do céu;
mas jaz.

Não se ouve mais coloquiais conversas,
mal se ouve Vinicius em bares "modernos",

digo triste: -meu lamento é ser artista
se grande parte do mundo sequer entende ou aprecia.

Os espaços se empilham no vazio, o silêncio se torna mais recomendável a alguns.

Nosso idioma solicita por obséquio o respeito. Ao menos.

...

"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia. Vinicius de Moraes."

As verdades que ninguém consegue dizer

Quem nunca fez?

- Eu batuco nos cantos ouvindo música ao fone.
- Eu canto alto quando estou sozinho arrumando a casa.

Há momentos que a solidão é essencial.

- Eu aprecio paisagens sozinho
- Eu componho meus amores, desenho meu carinho.

Acredito na pré-histórica vontade massiva de se mostrar.

- Eu choro sozinho, eu falo sozinho
- Eu fantasio meu amor platônico; dou roteiro, cenário e um toque cômico.

Procuro sempre pensar que a vida é uma só... UMA SÓ. Se não fazemos valer a pena a vida, como escrevemos o final?

- Eu sorrio por dentro, eu fico feliz sem ninguém saber.

Quem nunca recebeu um sorriso, adorou aquele momento, e quis se fazer de difícil? :p
ou...
Quem nunca deixou de viver algo apenas por que não sorriu?


- Eu faço meu sonho acontecer, construo minha vida dentro de uma caixa; a levo para onde eu for porque sem ela, esse padrão clichê de se viver nos leva da vida o verdadeiro amor.

Você nunca pensou que poderiam ser melhorer os seus momentos se você mudasse apenas uma atitude sua?
Sorria quando tiver vontade, ou cante quando tiver vontade, a opnião dos outros realmente não interessa.
O que importa não é a imagem que os outros tem de você, mas sim a imagem que VOCÊ tem de você.
Viva seu amor, declare seu amor, não perca isso pelo padrão clichê idiota que o mundo impôs.


...

Caro leitor, peço que tome o primeiro passo pela quebra desse clichê e escreva no comentário uma coisa que você nunca teve coragem de demonstrar, como as coisas que escrevi acima.

Diga a si mesmo...
- Eu tive coragem de fazer isso. Eu vivi.

Relembrando...

Como algumas pessoas começaram a ler recentemente o blog, tendem a não ler os mais antigos, e sim os mais recentes. Por isso, trago aqui alguns bons textos antigos que recomendo:

O velho e a música

Gestos delicados (Homenagem Para Naty!!!)

IntercalandoOoOo...

LÁ de CimA!

O artista

Desbotando máscaras maquiadas

Quem disse que tudo tem que fazer sentido?

É só clicar no nome! ;)

Apreciem, e comentem! ObrigadoOoOo.

Eu, o roteirista



Antônimo meu: "Meu querido blog"

O meu blog -E apenas falo pelo meu- não é um diário, não é uma biografia; O meu blog é uma exploração pessoal da literatura, de uma visão roteirística.

Não me denomino poeta, pois poeta escreve o que sente, sempre.
Não me denomino escritor, pois escritor que é escritor é um deus literário.

Me denomino roteirista.
...
Quando eu escrevo, a primeira pedra, a pedra fundamental da construção do meu texto é, obviamente, algo que estou sentindo.
O interessante é o próximo passo...
Achei o sentimento? Ótimo. Agora, como roteirista que sou, incorporo uma personagem que me trará o desenvolvimento do texto...

Por que isso?
A personagem, diferente de mim, tem a abrangência de enaltecer o sentimento a um nível que eu -roteirista- não tenho, pois não estou realmente sentindo. Ela tem a liberdade de criar seus coadjuvantes, seus figurantes, seu cenário e seu figurino. Ela pensa por si.

Eu, roteirista, escrevo porque gosto.
O mundo não nos dá a liberdade da fantasia, e por isso os artistas da vida mostram suas fantasias em forma de música, de teatro, de expressões... Eu, em forma de personagens.

______________________________________

Observe,
no texto Sentimentos E's, interpreto um homem sentado na sombra, observando a paisagem e refletindo sobre um amor passado.
No texto Meu nome é Zé, tenho 25 anos e quero morrer., interpreto um mendigo.
No texto Desbotando máscaras maquiadas, interpreto um palhaço.
No texto O velho e a música, interpreto um observador.

Acredito ter provado meu ponto.
______________________________________




Aqui expresso minha revolta:
Algumas pessoas lêem os textos e comentam como se estivessem me criticando. Obviamente, não enxergam que, no texto, não sou eu quem se encontra relatado, e sim a personagem.
Se for dar uma opnião, seja crítica positiva ou negativa, ou apenas um elogio, que assim o faça, à vontade; mas não estrague o texto com opniões grosseiras desprovidas de conhecimento literário ou sarcasmo idiota (desculpem-me a expressão), só tem a prejudicar.

Aos que compreenderam, está declarado meu puro agradecimento. Obrigado.

Sentimentos E's.

Se hoje estivesse chovendo,
completaria o fator que o valoriza, o momento
eu sentado na sombra, debaixo de uns galhos, olhando a terra molhar.



E, fatoriando sentimentos vis, dar-se-á teu beijo pronto a me consolar?

E, quando penso no que passo, piso forte no meu passo para não te atropelar.

E, consolando teus momentos mil, no silêncio que o passado rugiu a minha voz não ecoou demais.

E, abraçando meu alento, pulo sobre os céus e o vento pra poder te acompanhar.

...

E, meus versos vão se escrevendo, possuindo a alma do tempo preso em sentimentos E's.


Mas hoje está fazendo sol.

Um fio d'água



Quando foi que eu reagi, amor? Tu me destes opção
me dissestes: sim ou não?... Me fizestes teu...
Quando destes atenção, com teus olhos me desfiz,
minha frase não condiz com nada!.

Mas no fundo não valeu nossa argumentação de nada...
Mais de amor que eu te dei não tem como fabricar, de nada.

Eu já disse, de nada, não precisa me agradecer por isso não, eu entendo bem
Bem, você não ia me agradecer... Eu não precisava ouvir mais nada.

Entre a coragem e a loucura corre apenas um fio d'agua.

E ela sorriu...

Ela veio, eu estava aqui
A luz da lua deu início e clareou a cena
Seu sorriso veio, tão rosa e gritante de beleza
Me dando harmonia, refazendo a dança

E as notas correm ao contrário
dando um toque místico à canção
dando a ela um sentido e um conceito padrão

Depois as notas descansam, sem desentoar
e o sorriso vai embora, sem cantar
mas de fato ele esteve aqui, mas ela esteve aqui,
e ela sorriu...

A lua banha minha caneta, e o deserto parece meu chão
Minha vida gasta se renova de sua beleza e canção
e depois de um dia cheio, uma música e um sorriso
mudam meus conceitos de amor e razão.

Desbotando máscaras maquiadas

Sem nem perceber, seus dias passam... As horas são marcadas nos sorrisos de diferentes crianças, a cada dia.

"Nos hormônios desgastados da velha geração, se cultivam meus medos, piadas e memórias."

Mais um dia de trabalho, mais uma maquiagem, mais um dia sem ser ele mesmo.

"Às vezes borro minha maquiagem quando estou saindo do meu palco, emociono-me com o fato de que por horas, voltarei a ser eu."

No calor das guargalhadas, sentia nas entranhas de seus ouvidos sua graça se espalhando.

"Será mesmo que vale a pena todos os risos e admirações?..."

Os olofotes lhe cegam no palco, e lá fora as luzes da imprensa lhe apavoram.

"Já chega."
"..."
"Já chega."



..............Histórias em aberto.

Doce voz... Saudade... Meus versos a vocês.

Ah! Doce voz, fala aos meus ouvidos, me ensina teus verbos, teus versos e sons,
me dá tua inspiração.

Pra onde foi minha poesia, Meu amor silencioso, minhas rimas... ... ...? ...

Ah, Saudade! Bate em minha porta, me deixa deitar em teus braços
e amar de mentirinha novamente...

Saudade,
me traz os velhos dias de criança, me traz a energia da inocência,
me traz os meus rabiscos e pinturas...

Me traz os meus pais, reúne todos os amigos que tive na vida...
Me traz a paz, pois sem ti, saudade...
Sou só palavras.

Milésimos eternos

E eu quase num percebia?! Já era alvorada, o sol já visitava minha janela e minhas pálpebras
E sem nem perceber meu sonho foi pausando, pausando, clareando... acabando.
Aos poucos a luz que me invadia os olhos foi me despertando, o calor foi aos poucos me tomando, um calafrio...

Às vezes a madrugada termina no silêncio, às vezes no vento, às vezes muito rápido...
Pra alguns nem termina! Pra mim, até agora...

Meus membros vão sentindo o relaxamento dos músculos que aos poucos toma meu corpo por inteiro, ao tentar os primeiros movimentos...
Me espreguiço devagar, pressionando meus olhos a fecharem mais forte... E assim acordo o corpo, preparado para um novo dia.

Abro os olhos em milésimos eternos, e enxergo o teto do meu quarto, branco, padrão, clichê.

Uma pressão levemente acalorada e aconchegante toma meu braço esquerdo, permanecendo-me parcialmente imóvel...
Uma bela lembrança então me toma a visão e os pensamentos, e daí -e só daí- olho pro lado...

Minha visão trêmula recentemente desperta corre as paredes e móveis do meu quarto com uma ansiedade tamanha de me fazer parar de respirar,
E só então a enxergo. Linda... sorrindo e dormindo como uma princesa.


(continua)

Meu aquário


Meu aquário conta uma história de uma pequena vila no fundo do oceano...
Onde tinha um reinado e um castelo bem grande...


...

Já se foi, tudo isso agora é lembrança do que já se acabou.


Meu castelo enterrado nos entulhos marinhos, entre pedras e plantas


Num contorno abobadado, de espelhos e esperanças.

********************************

Meu aquário conta um sonho de que nem tudo tem que ser real

O mundo marginal já não nos ensina mais


Feche um pouco os olhos e deixe a história entrar

Viva uma ilusão... Sempre que puder.

Prosa Afiada


Em algum lugar, numa terra de botas batidas e sujas de cerrado e cinzas... se conta ainda nossa história... e de cá ainda ouço, mesmo sob terras e nuvens... de cá ainda ouço.


Em um outro tempo - um pouco mais atrás do que eles vivem - estão minhas palavras... tema dessa prosa toda.
E o que mais reflete nelas senão você, minha inspiração?
Minhas palavras ficaram... pra contar você, minha inspiração.

Em um passado pouco apagado se une com o tempo minhas tantas vezes que cantei e contei meu amor,
e a minha inspiração findou nos teus gestos ainda bem lembrados e em meus refrões... ainda bem lembrados.

Em um outro pensamento, não há choro que desperte um amor que nem aquele, nem seu sonho nem sua prece,
E eu dizia : "nem se apresse em me amar, estou esperando..." Erro meu que eternizou... Estou esperando.


É você Minha inspiração, de você que eu tirava minhas desditas
É de nós que as lágrimas se fazem nos dias de ontem até hoje
É do nosso amor que se discute em bares e jantares elegantes
É o nosso amor a causa de toda essa prosa afiada.

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