Sem horas e sem dores,

sejam bem vindos.

Nossa tríade ♪‿♩♭ ♫♮

E chega seu sol se orgulhando de sua luz
Passa na minha cara teu sinal de solução
Tua voz não soa mais em meio a tantos de teus raios
roxos, vermelhos, violetas... impactos, contração.

De tanto "não" que se soou a minha rima adormeceu
Minhas respostas corporais cessaram, sem ação
Dancei na tua calçada descantando nosso adeus
e mais uma vez vejo teus lábios sussurrando nosso não.

De onde vem essa insistência em se mostrar sempre maior?
Eu aqui cheio de amor já me sinto desgastado
Meu concerto sede aos poucos a teu charme sem sentido.

Meu violão sente a pressão do teu brilho vaidoso
O som é o meu limite pra salvar um amor fadado
As cordas já romperam e

o braço já ferido...
Foge do adeus...
minha lágrima de

Graças a Deus o violão tem duas MI's

Porque de tanto se mostrar, desgastou-se a SOL.

O velho e a música

Era 4:30 da madrugada...

Quando um velho músico, já cansado, pega seu violão e com os dedos meio trêmulos faz soar seu último acorde... Um .

Ele tinha dó de si, e vivia esperando o momento de sua hora... A hora em que a vida o levaria pra outro mundo... A hora que tudo se acabaria, e começaria. Ele andava pra frente, olhava pra frente, vivia pra frente... não havia em seu câmbio a marcha .

Seu carro velho chorava, como se o coração sentisse que o dono estava a partir... A ré já falhava e o freio nem respondia mais, mas os corações dos dois estavam de certa forma ligados... O motor partiu e em certo momento o aglomerado de sons que saía da correia do motor fez soar um MI.

A senhora esposa, coitada... Cansada da vida, cuidava da casa e sentiu a falta do seu velho. Foi ao terraço onde ele estava sentado na cadeira de balanço, debruçado sobre o violão, de olhos bem fechados. Nem precisou verificar pulso ou respiração, entendia perfeitamente o acontecido. De sua delicada mão, a colher de inox de mexer o feijão caía lentamente, junto com suas lágrimas... E ao colidir o chão, fez soar um abafado .

O filho mais velho, que dormia, ouviu o barulho da colher e se levantou sonolento com um certo aperto no peito, sem saber a causa. Foi à cozinha... à sala... até que chegou ao terraço e encontrou sua mãe ajoelhada, olhando para o céu, chorando levemente. Viu a uns 2 metros, na cadeira, seu pai falecido. Acabara de raiar o SOL.

A polícia chega um tempo depois, acalmando a família e recolhendo o corpo... A velha senhora, controlando o choro, falou ao policial que estava bem, porque sabia pra onde o seu velho foi. O filho, não conseguindo mais segurar o abalo do momento, pôs-se a chorar. Sua mãe se aproximou, colocou a mão no seu ombro, apontou para o céu e falou: "Filho, seu pai não morreu... Ele está ".

Era 5:17 da manhã...

Eu comtemplava, da janela do sítio de minha tia, num interiorzinho do nordeste, a inesperada situação ocorrente na casa da frente, e num reflexo incontrolado de meus olhos, observei de longe um leve sorriso no rosto do velho músico. Percebi então que ele fez valer sua vida e sua música foi sua trilha sonora... Não acompanhei sua tragetória de vida, pois nem sequer tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas aquele leve e gentil sorriso me revelou que sua música eternizou-se dentro de SI.




"É no menor que o Maior se inspira, e di minuto em minuto que se faz o nosso tempo... Os alicerces que suntentam os bequadro's do teu palácio, se fazem também um forte Sustenido dos Bemol'dados gestos teus."



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É sobre música, BY Otávio Alcântara

Tudo se espalha no branco

Tudo tão confuso, tudo tão misturado...
Me sinto consumido, imaculado e fadado de tudo
ao mesmo tempo que minha mente pensa e dorme, pensa e dorme...
vendo e vivendo um pouco 'em cima' da realidade.

Me equilibro sobre uma corda só pra ver o que há embaixo
Pois é incrível poder ver além do limite dos seus pés...
E se se olhar para baixo... se tropeça e se acidenta
Colidindo em sentimentos e em suas verdades mal assumidas.

Tudo se esvai na abundância de sonhos...
Tudo se esfria na palma da nossa mão
Tudo se limita num quartinho de gesso branco...
Tudo se espalha... no branco.

Tudo se explica a grosso modo num olhar
Na luz que bate à porta da ilusão e do conforto
Que mesmo vizinhos não procuram se comunicar...
Mas por se amarem tanto, fogem sempre um do outro.

E dor que batia à porta já nem se importa mais em entrar...
Pois de vida meu carinho se consome e se demonstra
O amor que procurava ainda hei de encontrar...
Mesmo sendo em outras terras, mesmo sendo em terra branca.

Porque
Tudo se consome no calor do teu olhar
Tudo se explica num gestinho de teus lábios ao sorrir
Tudo se comove quando vê tua despedida
Tudo se lamenta quando você não volta.

Tudo em mim... se apaixona novamente por você quando te vê.
Tudo que há de sentimentos bons possíveis guardo todos no quartinho
Tudo se limita no quartinho de gesso branco...
Tudo se espalha no branco.

Um samba pro teu amor

No meu vizinho tem carro de rico, e eu vou parar de andar sem risco
porque quem vive sem medo só compra a vista, a dinheiro,
não vê carnês no fim do mês!
Luta pra ter boa vida de gente bacana e bonita, pra ser burguês!

Um dia lava, outro dia suja, mas acontece que a vida é curta,
e se eu não fizer com que valha a pena de andar pela estrada,
nem vou passar do elevador,
futuro depende de garra, de amar o que faz sem trapaças, fugir da dor.

Vou te levar pra comemorar minha vontade de ter meu lugar
e assim vou seguindo as horas com os ombros fracos de fora
pro sol queimar,
marcar minha vida com terra, mostrar que tem portas abertas pra quem lutar.

Venha meu bem pra onde eu te levar, confie em mim, deixa eu te mostrar
que a vida me espera ansiosa pra ver os meus sonhos numa prosa depois do ardor...
porque ficar isolado me faz livre desse pecado do teu amor!


....................... Samba é assim mesmo!!!! BY Otavio Alcantara

Inacabado

Acabou, a ilusão tomou seu rumo...
Começamos a ver as coisas como realmente são
Cadê os filhos? E a família prometida?
Quando não é pra ser, não é.

E agora eu te pergunto: Como é que vai ser, querida?
Se teus olhos já não brilham mais por mim...
Se tua boca já nem fala mais meu nome.
Se nós dois já não dormimos mais aqui.

Só agora, depois de toda vida gasta
Viemos ver como fosco está o sol
Nossa lua já nem se preocupa mais em vir
Foi embora a estrela que te prometi.

Vimos coisas que não vou nunca mais ver
Conheci lugares sem graça sem você
Minha parte no contrato veio a calhar
desse momento você sempre vai lembrar

Boa sorte, até mais e naum me espere
Mande lembranças aos amigos e parentes
chegou a hora de cumprir o prometido:
Até que a morte nos separe...


.......................Histórias que contam o fim. BY Otavio Alcantara

........................................: OnDe mE aChA! :........................................

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